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Violência contra a mulher: uma triste realidade que precisa ser denunciada.

Atualizado: 14 de Ago de 2020

Autora: Juliana Normand Azevedo


Formada em Comunicação Social desde 2000. Advogada há 13 anos, com atuação em áreas como família e criminal, se dedicou a atuar em favor das vítimas de violência doméstica. Atualmente, também, Integra Departamento de Ordem Pública da Guarda Civil de Belo Horizonte. Filiada ao PSD , com dedicação ao PSD mulher BH.






E quem te falou que não gostamos de homens?


O anseio pela igualdade de gêneros não há que ser confundido com menosprezar o gênero masculino. O que não aceitamos é o desrespeito!


Ao contrário do que muitos pensam a igualdade só será promovida, se cada vez mais, envolvermos o gênero masculino nessa batalha. É preciso que aconteça uma mudança cultural, dos hábitos e costumes, que por muitas décadas ficaram arraigados na nossa sociedade.


A luta pela igualdade em direitos e deveres é uma batalha diária, pois embora exista a previsão constitucional, essa igualdade efetivamente não acontece. E, não podemos ignorar, os crimes de violência doméstica contra a mulher.


Infelizmente, apesar do grande avanço com a aprovação da lei conhecida como “Maria da Penha” e suas alterações posteriores, que estabelecem as formas de violências domésticas e medidas protetivas que visam salvaguardar a vítima, o número aumenta.


É preciso que se esclareça que violência contra mulher é toda ação ou omissão que cause ao gênero feminino, qualquer tipo de sofrimento físico, sexual, psicológico ou patrimonial.


É necessário que estejamos atentas aos tipos mais variados de violência, como ações que diminuam a autoestima; o controle do comportamento; decisões obtidas através de ameaças, chantagens, perseguições e humilhações, todas são condutas que tipificam violência psicológica.


Ainda no campo psicológico, observamos as ações que afetam a moral, como por exemplo ameaçar divulgar fotos íntimas; ofensas; inventar mentiras, atribuir casos extraconjugais, também são condutas que se enquadram em violência.


Ah, aquela história de quebrar celular; destruir itens de valor pessoal; impedir a administração pela mulher do seu próprio salário; coagir, forçar a presenciar, ou manter relação sexual sem consentimento ou, ainda, sobre a argumentação, “ você é minha mulher deve cumprir suas obrigações“, forçar matrimônio ou gravidez, aborto ou prostituição, também configuram ações reprováveis que se enquadram em violência sexual. É preciso que se compreenda que não é não, em qualquer sentido.


A única forma de combater este tipo de violência é denunciando os criminosos e empoderando as mulheres para que compreendam a dimensão de sua força.


É preciso lembrar, a cada uma de nós, todos os dias, que unidas somos mais fortes e que não estamos sozinhas. Que denunciar é a forma eficaz de combater! Que em “briga de marido e mulher“ se mete a colher, pois vida é o bem mais precioso e a sua intromissão (denúncia) pode salvaguardar uma vida.


O primeiro passo para denúncia pode ser desenvolvido por telefone, o número 180 (denúncia poderá ser anônima), procurando a delegacia especializada (se no seu município não tiver, procure a delegacia mais próxima) e se precisar de ajuda imediata, ligar 190.


A melhor forma de se defender é denunciar, contar o que vem acontecendo, precisamos nos fortalecer!


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